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In Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa.
Lisboa: Ed. Verbo, 2001. 1º vol p. 802
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sábado, abril 30, 2005  
Novas Fronteiras [0.052/2005]
Citações (XII)
NOVA AMBIÇÃO, NOVAS IDEIAS PARA OS MUNICÍPIOS

A participação dos cidadãos na vida autárquica é uma condição fundamental para solucionar os problemas e dificuldades que existem nas nossas cidades e localidades.
Contamos consigo para discutir novas ideias e encontrar objectivos comuns que vão orientar os destinos das populações.
Temos novas ambições para o universo autárquico. Queremos mais qualidade de vida para todos.

No âmbito das Novas Fronteiras, o Partido Socialista realiza hoje, 30 de Abril, às 15:30, na Culturgest, em Lisboa, um Colóquio sobre o Poder Local.
30.4.05 . - . Página inicial . - . 4 Comentários


sexta-feira, abril 29, 2005  

[0.051/2005]
ACTIVAR A CIDADANIA

Todos os dias e a toda a hora se fala e se ouve falar de cidadãos, cidadania, e consciência cívica, sem que, contudo, se tenha a noção concreta destes conceitos no nosso desempenho diário enquanto "cidadãos do mundo".
Se atentarmos à definição que consta do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, temos que "cidadão é uma pessoa em plena posse dos seus direitos cívicos e políticos para com um Estado livre e sujeito a todas as obrigações inerentes a esta condição".
Vou apenas partilhar algumas preocupações que, no fundo, dizem respeito a todos nós enquanto habitantes de Campo de Ourique.
Estacionar no nosso Bairro é um verdadeiro quebra-cabeças e muitas vezes desesperante; contudo, devemos também ter presente que os passeios são para os peões, e muitas vezes andar pelos passeios significa "andar ás curvas" por entre os carros que estacionam e ocupam mais de metade dos passeios, inviabilizando a passagem.
Se aos peões somarmos a dificuldade, acrescida, que têm os invisuais, as mães com carrinhos de bebé e os deficientes, o "andar ás curvas" torna-se um verdadeiro drama! Sejamos mais compreensivos e tentemos estacionar de forma mais civilizada de modo a não inviabilizar o dia-a-dia de quem circula a pé em Campo de Ourique. Sabe tão bem passear a pé pelas ruas do nosso Bairro, que temos que contribuir para que isso seja ainda mais agradável para todos!
Dar comida a cães, gatos, pombos e outros bichinhos pressupõe, sem dúvida, um sentimento nobre; no entanto devemos ter a preocupação de verificar se após tal refeição, o espaço (chão ou algum recipiente) fica devidamente limpo e sem restos, sob pena de que aquilo que seria uma atitude louvável se transforme num monte de "restos malcheirosos" e em decomposição, que pode pôr em causa a saúde e o bem estar de todos nós!
Os cães são, sem dúvida, os nossos melhores amigos. Partindo desta permissa, há que lhe fazer juz se os levamos a passear, se os alimentamos e lhes damos carinho. Quando os levamos à rua para fazerem as suas necessidades, temos a "obrigação cívica", de não deixar os seus cócós poluírem as nossas ruas, os nossos sapatos, a nossa visão, enfim, a nossa qualidade de vida! Como amigos, devemos actuar como tal. Porque não levar um saco de plástico e umas luvas para, higiénicamente, recolher os cócós dos nossos amigos? Não custa nada, e fica tão bem! Eles, (os cães), agradecem e nós cumprimos o nosso dever de cidadania.
Finalmente, não podia deixar de mencionar o lixo doméstico. É óbvio que ele deve ser sempre colocado nos respectivos caixotes-contentores e nunca deixado "à porta da rua" em sacos de plásticos porque, para além do eventual perigo para a saúde pública, os restos de alimentos e de outros produtos entram em decomposição exalando o característico cheiro nauseabundo. Não é bonito, desvaloriza o nosso bairro e o nosso País! Vamos deitar o lixo no lixo, de preferência fazendo a separação ecológica. É uma questão de cidadania, de consciência cívica e.... o nosso bairro agradece!
IRA
29.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


quinta-feira, abril 28, 2005  
28.4.05 . - . Página inicial . - . 0 Comentários


quarta-feira, abril 27, 2005  

[0.050/2005]
O Casal Ventoso

Há quatro anos, sensivelmente, os candidatos da coligação "Amar Lisboa" à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, fizeram um périplo pela cidade de Lisboa para ver in loco alguma da muita obra realizada pela equipa liderada pelo PS.
Da passagem pela Alta de Lisboa, que está saudavelmente a revolucionar a área norte da cidade, descendo ao palco do novo e excelente, no que às infra-estruturas diz respeito, Teatro Aberto, que merecia um novo e funcional espaço na Praça de Espanha, até ao digno e indispensável centro dos Sem-Abrigo do Beato, todos tiveram oportunidade de comprovar a marca deixada pela coligação liderada pelos socialistas em Lisboa, nas mais diversas áreas. Da Habitação às redes viárias, da Cultura à Acção Social.
Porém, a primeira visita, nesse dia, foi à freguesia de Santo Condestável, ao antigo Casal Ventoso. Ao tal "cancro" que muitos pensavam ser irremovível. Que estava para ficar e durar. Que jamais alguém conseguiria alterar aquela paisagem humana, que era dramática, primeiro para os locais e também para a cidade e para o País.
Naquele dia, todos sentiam um certo orgulho, não pela coligação que se estava a preparar para apresentar a eleições e apresentava obra feita, mas pela cidade e pela significativa mudança ocorrida naquele espaço da cidade nos últimos anos que o PS liderou a Câmara de Lisboa.
O Casal Ventoso não mais voltaria a ser o Casal Ventoso que todos tinham na mente. Um antro, onde as pessoas viviam e estavam num local da mais baixa condição de dignidade humana.
O Casal Ventoso, como era, terminou. E, deste modo, acabava a degradante paisagem da avenida de Ceuta, quer do lado da freguesia de Santo Condestável, quer do lado da freguesia de Alcântara.
A coligação liderada pelo PS tinha colocado não só um ponto final ao cancro urbano, mas também tinha proporcionado condições dignas de qualquer cidadão aos residentes do vale de Alcântara.
As habitações, a escola primária, a piscina, os espaços das colectividades, o comércio local, a esquadra de polícia. O Casal Ventoso deixou de ser considerado Casal Ventoso e o bairro recuperava a toponímia do início do século XX: Bairro do Loureiro. Não para que se esquecesse o que era o Casal Ventoso, mas para impulsionar um bairro que não se queria uma ilha no meio da cidade, como era até então.
Infelizmente, ao fim de quatro anos, com a actual gestão camarária (Santana/Carmona) todo o trabalho feito no anterior mandato parece ter ido por água abaixo. O necessário salto qualitativo e requerido numa fase posterior à edificação do bairro ficou por dar. Perderam-se quatro anos.
No caso, por exemplo, do tratamento dos toxicodependentes, todo o trabalho levado a cabo foi desbaratado, como assinalou há dias no Fórum Cidade
Elza Pais.
Os lisboetas preparam-se em breve para escolher o novo Governo da cidade. O PS assumirá as suas responsabilidades e propostas e, no caso da freguesia de Santo Condestável, é imperioso recuperar o tempo que não mais pode ser perdido. Pelos residentes e pela cidade.
Manuel Brito
27.4.05 . - . Página inicial . - . 3 Comentários


terça-feira, abril 26, 2005  
Cartaz[0.049/2005]
Uma mulher de punho Maria da Fonte

O Jardim da Parada em Campo de Ourique, é um local de interecção entre as várias gerações. Podemos deslumbrar neste espaço, a sabedoria dos mais experientes que se reunem numa tentativa de procura de companhia evitando a crescente solidão das suas vidas, como também toda a ingenuidade num pequeno sorriso de criança que se diverte com os amigos no parque infantil.
No entanto, se continuarmos nesta descoberta deste pequeno jardim verificámos de entre as árvores e recantos uma estátua que não é mais, nada menos que a caracterização de uma mulher de punho Maria da Fonte.
Maria da Fonte teve um papel muito importante numa rebelião que pôs termo, em Portugal, ao governo dos irmãos António e José da Costa Cabral em 1846. Os conflitos foram despoletados por uma arruaça que defendia que os mortos deviam ser sepultados nas igrejas. Esta revolta foi chefiada, segundo a tradição, por uma jovem que lhes deu nome - Maria da Fonte.
Tendo como exemplo a Maria da Fonte, quero frisar que o papel de uma mulher marca pela força que demonstra, pela dedicação e pela coragem de não ter medo de expôr as suas ideias e opiniões, vamos contribuir para uma maior participação activa das mulheres quer na política quer na sociedade actual.
Para além deste factor, nós neste pequeno lugar queremos transmitir tudo aquilo que sentimos e que consideramos necessário para tornar o nosso espaço de convívio mais agradável. Por isso é sempre importante levar os nossos objectivos, as nossas ambições e o nosso caminho, com uma enorme vontade de querer e sobretudo com esperança de construir um futuro melhor.
Marta Martins
26.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


segunda-feira, abril 25, 2005  
Idoso Alfama [0.048/2005]
25 de Abril sempre !

Grândola vila morena
Terra da Fraternidade
O Povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola vila morena
Terra da Fraternidade

FCO
25.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


domingo, abril 24, 2005  
Idoso Alfama
[0.047/2005]
31º Aniversário da Revolução dos Cravos

Desfile do 25 de Abril, com Manuel Maria Carrilho, Manuel Alegre e Jorge Coelho.


Concentração às 15.00 hrs na esquina da Rua Braamcamp com a Rotunda Marquês de Pombal.

Importante divulgar e participar.


FCO
24.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


sábado, abril 23, 2005  

[0.046/2005]
PS CONCORRE SOZINHO NAS AUTÁRQUICAS

Chegaram ao fim, sem sucesso, as conversações entre o PS e o PCP para um eventual acordo de coligação para as eleições autárquicas de Outubro próximo.

A Concelhia de Lisboa publica hoje no Blog do Forum Cidade as cartas trocadas entre os dois partidos.
FCO
23.4.05 . - . Página inicial . - . 2 Comentários


sexta-feira, abril 22, 2005  
Cartaz[0.045/2005]
Participação política do cidadão

Foi nas sociedades gregas que surgiu pela primeira vez um sistema político apoiado numa Democracia. O termo Democracia significa "Governo do Povo", que em termos gerais corresponde à possibilidade do povo eleger os seus legítimos representantes, ou seja, no consentimento dos governados, reflectido na opinião pública e na vontade popular. Contudo, não nos podemos esquecer que as mulheres e os escravos estavam, na sociedade grega, interditos de exercer o seu direito de voto.
Uns anos mais tarde as sociedades romanas fundaram o Direito, principalmente no período da República, dando um contributo indispensável para elaborar um documento legislativo, essencial para regular as relações entre os cidadãos, designado por Constituição. Documento que ainda actualmente é considerado a lei fundamental de grande parte dos países.
No caso português, só a partir do 25 de Abril foi possível exercer livre e democráticamente o direito de voto por sufrágio.

Este direito encontra-se consagrado na nossa Constituição, estando todos os cidadãos maiores de dezoito anos, ressalvadas as incapacidades previstas na lei geral, possibilitados de o exercer.
Este direito, que se traduz na real permissão para participar activamente na vida política, parecia constituir um bem inalienável e impossível de ignorar após o fim de um regime fascista que durou 48 anos.
No entanto, depois dos primeiros anos de euforia, que mobilizou praticamente a totalidade dos cidadãos para manifestarem nas urnas as suas preferências pelas orientações políticas, observamos com tristeza um afastamento gradual de muitos cidadãos pelos destinos da política.
Na realidade, os índices de abstenção provam estes factos, com algumas excepções, como por exemplo, os resultados verificados nas últimas eleições legislativas realizadas em 20 de Fevereiro.
Assim, parece ter renascido a esperança na população, ao usar do seu direito consagrado na Constituição da República Portuguesa, que se transcreve :
"o exercício do direito de sufrágio é pessoal e constitui um dever cívico. Com este direito os cidadãos podem e devem participar na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos".
Assim, não é compreensível abdicar de direitos que representam sacrifícios, lutas e torturas de pessoas que desprezaram a sua liberdade, o conforto da sua família, o seu bem estar pessoal, para conseguirem conferir à sociedade o exercício de um direito fundamental para uma vida mais justa, isto é, o direito a manifestar os seus desejos políticos, tão importantes na actualidade como no futuro.

Deste modo, o que uns reclamaram com toda a veemência, outros parecem recusar com toda a certeza.
O voto é muito importante e é, mais que tudo, uma responsabilidade de ser cidadão e patriota. O desafio está lançado, não deixe que os outros decidam por si. Votar é um direito e um dever cívico. Não o ignore !
Ana Cristina Ferreira
22.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


quinta-feira, abril 21, 2005  
Idoso Alfama
[0.044/2005]
Citações (XI)

Luís Coelho publica hoje no Blog do Forum Cidade um texto sobre Reabilitação Humana em Lisboa.
Diz em determinado passo:
(...) "Afigura-se premente repovoar e rejuvenescer a cidade: atrair não só novos habitantes, como mais jovens. Sem dúvida alguma que a instalação de mais residências para estudantes e uma outra política de arrendamento para jovens, como já aqui defendeu o Duarte Cordeiro, contribuiriam para dar uma outra vivacidade pós-laboral à Baixa lisboeta. Faça-se um levantamento dos prédios e andares desabitados e, por certo, chegar-se-á a surpreendentes conclusões". (...)
Leia o texto na íntegra.
FCO
Foto: O Jumento
21.4.05 . - . Página inicial . - . 5 Comentários


quarta-feira, abril 20, 2005  
Boletim Informativo [0.043/2005]
Citações (X)

O Partido tem muito bons autarcas, por isso espero que não se façam coligações, tal como prometido pelo nosso Secretário-Geral, pelo nosso responsável autárquico nacional e pelo nosso Presidente da Concelhia de Lisboa.

Flávio Fonte
Secretário-Coordenador da Secção de Campo de Ourique
in Editorial do nº 2 do Boletim da Secção
20.4.05 . - . Página inicial . - . 0 Comentários


terça-feira, abril 19, 2005  
Cartaz[0.042/2005]
Por vezes pagamos mais pelas coisas que obtemos de graça

O dia de ontem marcou meio século desde a morte de Einstein. Morte física, pois a sua projecção estendeu-se indelével no tempo e no espaço, no espaço-tempo que lhe valeu a glória e que fundou as bases para a ciência moderna. Foi o físico mais famoso de sempre, o paradigma do génio nas suas diversas componentes - excêntrico, inteligente, incompreendido. Mas a sua influência atravessou outras fronteiras para além da ciência, em particular pelas posições corajosas, logo incómodas, assumidas em questões políticas.
No ano em que se comemora também o centenário das suas contribuições para a Física, em particular a sua teoria da relatividade restrita, ano mundial da Física, era importante que para além das invocações, comemorações e aparato próprio do momento, este fosse um ano de mudança da atitude do país, das pessoas, para com a actividade científica. Daí a razão de escrever este artigo no dia seguinte ao evento. Porque, o evento é efémero e difícil é preservar vontades para progredir.
Portugal apresenta défices de competências e resultados ultrajantes em áreas de conhecimento fulcrais como a Física e Matemática para um país que procura afirmar-se no quadro dos países mais desenvolvidos. Os problemas estão identificados, mas a inércia (de Newton) tem sido obstáculo inultrapassável, o que é difícil explicar até no quadro das teorias de Einstein, porque a velocidade de execução é extremamente baixa! Note-se que estamos a falar de resultados médios, pois seria muito injusto não reconhecer que existem centros de competências com trabalho de muita qualidade e reconhecimento internacional.
Mas, como é que se pode contribuir para resolver estes problemas? Dou-vos um exemplo. Um exemplo prático e testado. Porque "a verdade é o que passa o teste da experiência".

Estudei numa escola secundária que, como a maioria das escolas em Portugal, tinha muito poucas condições ao nível de laboratórios e material didáctico de suporte à aprendizagem da Física e da Química. A maioria dos professores evitava o ensino prático e os estímulos por via dos jogos e da constante estimulação intelectual dos alunos. Limitavam-se a cumprir o programa teórico. No entanto, houve um professor de Física, Carlos Diz, que me acompanhou ao longo de 4 anos e me influenciou decisivamente na minha escolha futura pela Física. A esmagadora maioria dos meus colegas seguiu também áreas de engenharia, sob a mesma influência. Este professor tinha uma curiosidade incrível pelos fenómenos naturais. Lembro-me de estudar electromagnetismo e ver simulações de ondas sinusoidais, recorrendo a cordas do ginásio da escola, com dois alunos em cada ponta a agitarem-nas. Lembro-me de interrompermos o programa das aulas para discutirmos paradoxos, como o do gato de Schrödinger. Houve observações de planetas, projectos de foguetes, etc. Pergunta: será assim tão difícil estimular os alunos para as ciências?!
A grande causa para a divergência entre as políticas e os resultados práticos é, em minha opinião, um grande afastamento da realidade. É essencialmente um problema de gestão, centrado na falta de capacidade de execução. Ninguém consegue executar aquilo com que não se sente confortável. Nem há motivação nem, consequentemente, mobilização. Podem ser produzidos programas fantásticos, do ponto de vista teórico, mas se quem conhece de perto a realidade não se rever nos mesmos e não forem disponibilizadas condições humanas e materiais para a sua execução, para que servem então? Quando, por vezes, tudo é tão simples e com pequenos investimentos conseguem-se resultados tão bons.
Para quem tem filhos, um conselho: experimentem levá-los a uma visita ao Planetário Calouste Gulbenkian. Se tiverem possibilidades comprem um telescópio barato, vão a uma praia à noite ou a um sítio plano e observem as estrelas com os vossos filhos. É uma experiência fantástica e desperta o gosto pela ciência. Porque as crianças são naturalmente curiosas. Só necessitam de estímulos!
"O importante é não pararmos de nos questionar. A curiosidade tem a sua razão de existência"
Termino, agradecendo a Albert Einstein pelas suas contribuições pelo seu carácter e pela influência que exerceu em mim.
Obrigado Einstein.
Cristóvão Matos
Notas:
- As citações são de autoria de Albert Einstein.
- Para saber mais sobre Einstein recomendo vivamente a sua biografia de título "Subtil é o Senhor", escrita por outro grande físico, Abraham Pais e publicada pela Gradiva na colecção Ciência Aberta.
19.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


 
Cartaz[0.041/2005]
Primeiro Objectivo: PS unido

Com o PS no Governo, cresce a necessidade do Partido se revelar coeso e direccionado para um objectivo primordial: o Progresso do País.
Neste contexto, a política local e a militância de base devem agir segundo os princípios acima mencionados, captando as carências e os anseios dos eleitores e transmitindo-os ao sistema nevrálgico, leia-se Governo.

Para este sistema funcionar, é preciso que se rebata um pouco o ruído em torno do processo que culmina nas eleições. Quando esta realidade não se verifique, gera-se uma barreira que impossibilita a comunicação entre eleitorado, poder local e Governo. Ganha o acessório, perde a essência.
Daí a importância da interacção entre estes níveis comunicacionais, para que o PS fundamente uma imagem de unidade total. A imagem do Governo tem de ser a imagem do Poder Autárquico e este tem de ser a imagem do Governo.
Unidos em torno deste princípio, conseguiremos gerar uma dinâmica que, partindo do poder local, se difunda pelo País.

No nosso caso concreto, Santo Condestável e Santa Isabel, enquanto freguesias, não têm de ser o último nível da administração política, mas podem e devem ser o primeiro.
A grande vitória do PS deve ser para nós, militantes, uma referência, porque revelou uma ambição de mudança na forma e no conteúdo de fazer política. Vamos ganhar este desafio.
MAM
19.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


segunda-feira, abril 18, 2005  
Cartaz[0.040/2005]
O Património Classificado e Campo de Ourique

Na nossa primeira incursão sobre património e cultura, terminámos com o desejo de abordar em próximos textos, o património urbano edificado. No entanto, por vezes, a realidade ultrapassa-nos e, não obstante a necessária descrição das sucessivas vagas de urbanização e da história das freguesias de Campo de Ourique (Santa Isabel - a mais antiga - e Santo Condestável - formada a partir daquela), vamos deter-nos um pouco sobre esta temática.
Na sessão pública do "Movimento SOS Cinema Europa" foi abordada a possibilidade legal da iniciativa da classificação de um imóvel poder surgir através de um grupo de cidadãos. Afinal parece que mais uma vez o alcance de uma norma legal afrouxa perante a excessiva burocracia: apesar da lei conferir esse direito de iniciativa aos cidadãos, falta um quadro regulamentar que permita de forma simples operacionalizar na prática o exercício desse direito.

Hoje é quase necessário, no mínimo, uma licenciatura em história, uma pós-graduação em arquitectura e, quem sabe, um mestrado em direito para que um cidadão ou um conjunto deles possa tomar a iniciativa de propôr a classificação de um monumento, conjunto edificado ou de um sítio.
Aqui fica um lembrete para os responsáveis do PS nesta área!
Na área da freguesia de Santo Condestável apenas existe um edifício classificado: o prédio da Confeitaria "A Tentadora" na Rua Saraiva de Carvalho, nº242 a nº246, com o grau de Imóvel de Interesse Municipal ( Decreto 95/78, DR 210, 12-09-1978), justificado pela sua ornamentação e regendo-se, esta, pela linguagem Arte Nova.
Foi o primeiro prédio de rendimento desenhado, em Lisboa, por Ernesto Korrodi e, concebido em 1912. De acordo com Lucília Verdelho da Costa, autora do livro "Ernesto Korrodi 1889-1944" : « ao contrário de uma "ornamentação sobreposta à arquitectura", encontramos "uma arquitectura ornamentada: o ornato adequa-se à forma e esta àquele, num diálogo permanente entre as formas arquitectónicas e os elementos decorativos" ».
Ao IPPAR compete, por Lei, a classificação de imóveis de valor cultural mas, não lhe cabendo a iniciativa de proposta de classificação de qualquer edificação, caberá às autarquias (nomeadamente aquelas que mais próximas estão dos cidadãos - as freguesias) estar alerta para a existência da necessidade de tomar essas iniciativas, única forma de preservar a memória de povo às gerações futuras.
PSC
18.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


domingo, abril 17, 2005  
Cartaz[0.039/2005]
Mobilizar a Juventude para a Participação Política

A recentemente manifestada intenção do governo de limitar os mandatos, parece apontar para uma política de renovação, que procura criar espaço para os mais jovens na vida política activa. Muitas vezes se acusou a juventude de não se preocupar com os assuntos da governação.

Mas se, aparentemente, os jovens não demonstram interesse pela política, também é certo que o próprio sistema político não tem mostrado sinais de abertura para os jovens. Basta pensar que aos 40 anos qualquer pessoa é já considerada idosa para arranjar emprego, enquanto que em termos políticos um ministro de 45 anos é considerado jovem!
É natural que haja certa falta de motivação por parte da juventude: para quê participar, se já se sabe à partida que não vamos ser ouvidos e que, no fundo, não podemos mudar nada (porque nada muda).
Não se trata aqui de descartar o conhecimento dos mais experientes, mas sim de permitir aos mais jovens que também eles dêem o seu contributo.
Trata-se de deixar os jovens fazer a diferença.
É preciso, para isso, começar por abrir a hierarquia partidária à juventude. Porque se os jovens souberem que de verdade podem participar, eles vão querer participar.
É hora de que o PS dê sinais claros de que não é preciso ter 40 anos para começar uma carreira de relevo dentro do partido, e que incentive a participação activa dos jovens, permitindo a sua mobilidade dentro da estrutura do partido.
Rute Martinho Oliveira
17.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


sábado, abril 16, 2005  
Cartaz[0.038/2005]
CASA DE ALMEIDA GARRET EM RISCO DE DEMOLIÇÃO

MANUEL ALEGRE QUESTIONA MINISTRA DA CULTURA


Requerimento Nº / X /1ª Sessão Legislativa

Casa de Almeida Garrett

1. Um grupo de cidadãos dirigiu à Câmara Municipal de Lisboa, ao Instituto Camões e ao IPPAR uma petição para salvar da demolição a casa onde Almeida Garrett viveu e morreu, em Lisboa. Nessa petição, salientava-se que a destruição dessa casa, nos nº 66 e 68 da Rua Saraiva de Carvalho, teria consequências graves, nomeadamente a perda da oportunidade de ser criada em Lisboa uma casa-museu de Almeida Garrett. Por isso solicitavam à Câmara Municipal de Lisboa que anulasse a autorização de demolição já concedida, que classificasse o edifício como património de interesse concelhio e que promovesse a utilização da casa como espaço cultural condizente com a vida e obra de Garrett.

2. Vida e obra das mais extraordinárias. A biografia de Garrett confunde-se com a História de um século que ele marcou como ninguém. E o seu destino é singularíssimo, porque rima com o destino do seu próprio país. A escrita e a vida nele são inseparáveis.

3. Formado em leis em 1822, mas impedido de seguir a carreira de magistratura judiciária por ainda não ter a idade requerida, Garrett entra para a Secretaria de Estado, com o intuito de vir a ser, como diz, "empregado na diplomacia". É nessa altura que se fixa em Lisboa, embora, conforme confessa, "nem as suas novas obrigações, nem as distracções da capital pudessem impedi-lo de se ocupar de literatura".

4. Por duas vezes trilhará os caminhos do desterro. Como aconteceu com muitos outros portugueses exilados e errantes, em outras épocas históricas, é no desterro que Garrett e Herculano vão de certo modo descobrir e repensar Portugal. É aí que, sob a influência do romantismo inglês, eles fundam o romantismo português. Como escreveu Teófilo Braga: "Todas as manifestações do grandioso vulto de Garrett são iluminadas pelas crises históricas do seu meio social; cada criação estética do seu génio está ligada às fases da implantação do regime constitucional parlamentar".

5. "Pode mais que a espada a voz e a pena", cantará Garrett. Mas ele combaterá com todas estas armas. Com a pena, com a espada e com a voz.
Com a pena, através de uma escrita multifacetada, que vai desde a criação poética à refundação do teatro português, passando pelo ensaismo, a que dará nova dimensão, à colaboração directa com Mouzinho da Silveira na redacção das leis que iriam transformar o país e, mais tarde, na elaboração das leis sobre Educação e em partes substanciais da própria Constituição. Sem esquecer os direitos de Autor, de que foi o primeiro a ocupar-se em Portugal.

6. Mas a revolução literária haveria ele de fazê-la na prosa e no teatro. Com as Viagens na minha Terra, Garrett reinventa a prosa portuguesa, abre o caminho à modernidade. É dele a palavra de ordem, formulada quando funda o Teatro Nacional: "Vamos a ser nós mesmos, vamos voltar à raiz". Enxertar na tradição nacional, reavivando-a, o novo estilo e as novas ideias trazidas da errância pela Europa. Cosmopolitismo e nacionalismo.

7. Mas não foi só com a pena que Garrett lutou pela liberdade na escrita e na vida. Como ele próprio diz na sua Auto-biografia, "as praias do Mindelo viram-no desembarcar de espingarda ao ombro e mochila às costas". A ele e ao seu amigo Alexandre Herculano. Com a pena, com a espada. E com a voz. Foi sem dúvida o maior tribuno do seu tempo. Poeta da liberdade, soldado da liberdade, legislador da liberdade, tribuno da liberdade, jornalista da liberdade.

8. A figura rara e única de Almeida Garrett merece por todas estas razões que a sua memória, o seu exemplo e os seus ensinamentos sejam preservados institucionalmente, para além das homenagens que um pouco por todo o país lhe têm sido prestadas pela toponímia. Há um importante legado cultural, cívico e moral a proteger, valorizar e divulgar, função que poderia ser desempenhada pela criação de uma casa-museu Almeida Garrett na rua Saraiva de Carvalho, como solicitado na petição de cidadãos que acima referimos.

9. No entanto, sabemos que a Câmara Municipal de Lisboa não lhe deu seguimento, em nome de direitos adquiridos que não contestamos mas que, neste caso específico, devem ser ponderados à luz do interesse público e da dívida cultural e cívica que é a nossa perante Garrett.

10. Por todas estas razões, nos termos legais e regimentais, requeiro ao Senhor Presidente da Assembleia da República, que, através da Senhora Ministra da Cultura, me sejam informados os procedimentos e deliberações que o Ministério pensa desencadear com vista à salvaguarda da casa onde viveu e morreu Almeida Garrett em Lisboa, designadamente se está a ser devidamente encarada a possibilidade de aí ser criada uma casa-museu onde possam vir a concretizar-se, sem prejuízo dos direitos que assistem aos actuais proprietários, os objectivos nacionais que se impõem.

O Deputado
Manuel Alegre
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sexta-feira, abril 15, 2005  
Cartaz[0.037/2005]
Segurança Tecnológica como via do Conhecimento

Actualmente, quando se menciona a palavra tecnologia, as pessoas associam-na às tecnologias de informação.

No entanto existem outros campos de aplicação da tecnologia, nomeadamente: ambiente, materiais, genética e energia.
A tecnologia, devido ao desinteresse observado nos últimos anos relativamente à ideia de progresso, tem vindo a ser desvalorizada, o que se reflecte na ausência de uma visão construtiva.
Não deveremos esquecer que a matriz dos conhecimentos depende dos seres humanos e que o pilar da tecnologia é o conhecimento. Criando uma visão na qual se crie infra-estruturas de forma a desenvolver a tecnologia, é dar um passo em frente não só no desenvolvimento do País como de uma região, mais concretamente de cada um de nós, numa lógica micro -ao nível local- dos bairros e das freguesias.
Assim, evitaremos o acréscimo de info-excluídos numa perspectiva de melhoria do ambiente urbano e sua população, tendo influência dos mais novos aos idosos. Desta forma, cria-se a oportunidade de participarem em nome da cidadania activa, com uma maior vontade e espírito de união tão necessários à vida diária de cada um de nós.
A via da tecnologia deve ser encarada como um veículo motor da transmissão do saber para garantir ao cidadão a segurança de inclusão e não de exclusão, não bastando só disponibilizar os equipamentos, mas sim dotar de meios humanos e técnicos de formação, criando, por conseguinte, uma oportunidade de emprego nessa área.
Marta Martins
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quinta-feira, abril 14, 2005  
Cartaz[0.036/2005]
O problema da Terceira Idade

Nas sociedades tradicionais o problema da velhice não se coloca.
As sociedades vivem de um modo hierarquizado, onde os mais idosos têm um estatuto especial e fundamental na organização politica da sociedade. Estes servem de orientadores políticos para a classe de faixa etária média, transmitindo toda a sua experiência e vivências no sentido de enriquecer os conhecimentos dos mais jovens.
Por outro lado, as sociedades ocidentais caracterizadas pelo grande desenvolvimento económico e tecnológico geram, indesejávelmente, uma mentalidade para considerar os mais velhos um peso morto da sociedade, quase comparados a um objecto inútil.
Nesta perspectiva estamos perante dois sistema sociais antagónicos, e leva-nos a questionar sobre qual destes sistemas é o mais correcto, considerando que nos encontramos em pleno séc. XXI, integrados na U.E.
Consequentemente, poderemos afirmar que, relativamente aos direitos humanos, sofremos uma regressão no quadro de valores sociais do homem.
Qual será, então, o lugar do idoso no futuro?
Ana Cristina Ferreira
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quarta-feira, abril 13, 2005  
[0.035/2005]
Intervenção de Marco António Martins no Jantar realizado ontem

Amigas, Amigos, Camaradas,

Quero desde já aproveitar para agradecer a vossa presença neste jantar organizado e promovido pelo Forum Campo de Ourique, do qual conjuntamente com o Luís Coelho, Isabel Almeida, Pedro Cegonho, Rute Oliveira e António Campinos, da Comissão Dinamizadora, faz parte este vosso humilde servidor e orador.
Em nome do Forum Campo de Ourique agradeço pessoalmente a vossa presença e disponibilidade para participar neste jantar-debate sobre "Coligações Eleitorais : prós e contras". Agradeço o apoio dos jovens da JS : do Pedro Pinto (recentemente eleito Secretário-Coordendor da Concelhia), do Duarte Cordeiro, do Diogo Leão, do Jorge Rosa e do Hugo Vieira da Silva.
Agradeço também a presença dos camaradas : Zaluar, na qualidade de Prof. Universitário ligado aos jovens, do Jaime Matos, da Virgínia Vidigal, membro da Assembleia de Freguesia de Santo Condestável que nos tem acompanhado desde o princípio, juntamente com o Araújo, o Esteves e a Manuela Protázio, o Lopes Vitor cuja participação política no Bairro e na Padaria do Povo falam por si, o Cipriano pelo seu papel de relevo por Campo de Ourique e pelo PS, a Madalena Caeiro que me tem incentivado desde o princípio, a Teresa Casal Ribeiro e o amigo Francisco Costa.
Falemos agora aqui da presença de António Campinos, de Manuel Curto, de João Gomes, um dos fundadores do Partido cuja figura política é um símbolo não só para o Partido mas também para todos nós, uma honra para Campo de Ourique, do Luís Coelho por ter tido a força de conceber o Forum, bem como de João Tiago Silveira, Secretário de Estado da Justiça cuja formação académica e política são um exemplo, de Leonor Coutinho e de Filipe Costa, chefe de gabinete do Ministro da Justiça.
Uma última palavra em referência a Miguel Coelho, presidente do PS/Lisboa, que ainda há pouco referiu que não podia estar presente por razões profissionais, mas que envia os seus cumprimentos a todos. Termino com um agradecimento à Secção de Campo de Ourique e à Concelhia de Lisboa, orgãos estatutários eleitos e que respeitamos, como e óbvio.

Tao mais óbvio é, que foi justamente ao abrigo do artigo 112º dos Estatutos do Partido, que refere :
"Dos clubes de Politica - 1) Qualquer militante pode promover a criação de uma estrutura informal de debate, sobre temas políticos de relevo, envolvendo militantes e pessoas não ligadas ao Partido Socialista, denominado Clube de Politica"
que o Forum Campo de Ourique foi criado.


Na sua qualidade de espaço de reflexão e de estrutura informal, foi criado para promover o debate e o estudo de matérias, quer directamente quer indirectamente relacionadas com o Bairro de Campo de Ourique, numa óptica virada para as pessoas. Tendo em consideração a realidade político-social actual, o Forum, com a sua própria dinâmica, pretende fomentar a participação activa de todas as Pessoas, sejam ou não filiadas no PS.

O Forum abordará os seguintes grupos temáticos :
Segurança e Património; Ambiente e Qualidade de Vida; Cultura, Desporto e Associativismo; Juventude e Terceira Idade.

O nosso objectivo, com total transparência, consiste em proporcionar às Pessoas a oportunidade de participar activamente no Forum, tratando das questões de maior relevo para o Bairro de Campo de Ourique. Pretendemos ir ao encontro das pessoas, ouvir, auscultar as suas sensibilidades, os seus problemas, as suas preocupações, as suas expectativas quanto ao futuro, as suas legítimas ambições. Queremos ouvir para melhor responder. Fomentar o debate. Preparar uma resposta adequada às necessidades das Pessoas. É uma questão de legitimidade democrática. Recordemos o 25 de Abril. Nao foi justamente esse o seu objectivo? Dar a palavra? Sim, meus amigos e camaradas, foi esse valor que moveu a Revolução dos Cravos, dos quais muitos de vós ou dos vossos familiares participaram de alguma forma. Direi, que todos participámos.

O PS necessita de continuar o esforço de abertura à sociedade civil, no espírito do Movimento Novas Fronteiras, atraindo quadros independentes e, em particular, jovens com competências demonstradas na sociedade civil. Neste contexto, este Forum apresenta-se como uma consequência lógica de aproximação deste Movimento ao nivel local. Durante o seu curto espaço de afirmação política, o Forum já estimulou o debate sobre diversos temas fundamentais. Gostaria agora de compartilhar convosco algumas dessas ideias e propostas apresentadas :

- A implementação do Programa Objectivo : Transparência. A defesa de que os cidadãos devem ter sempre uma palavra a dizer sobre as questões mais fundamentais da vida da sua Freguesia. Devemos estudar a itinerância da Assembleia de Freguesia, de forma a irmos ao encontro das populações. A figura do referendo local poderia ser utilizado, sempre que em causa estejam medidas que, pela sua especificidade, sejam fracturantes, carecendo da legitimidade que só a Democracia directa pode garantir. Tal facto não deve, contudo, inibir de tomar decisões dificeis, de executar os projectos, mas esta permissa é fundamental para fomentar a participação do cidadão na vida pública.

- As novas tecnologias devem ser outro vértice importante de debate pelas potencialidades que possuem na desburocratização dos procedimentos, informação e auscultação dos cidadãos. Serão um instrumento que será reforçado por novas formas, como quiosques ou inquéritos, que permitam ao cidadão sugerir as suas prioridades para a Freguesia. Querem viver em comunidades que são seguras, prósperas e com um ambiente de qualidade. As pessoas exigem que os serviços públicos sejam acessiveis, mais convenientes, mais simples e de qualidade superior ao actual. As pessoas exigem que os centros de poder governativo ouçam mais quem usa os serviços, ou que os irá usar no futuro, e que se esforcem por conhecer os seus desejos.

- A questão do envelhecimento da população de Campo de Ourique. Nota-se no próprio aspecto do Bairro, parecendo que falta certa vida e animação e havendo um certo ar de abandono nas ruas, desertas depois de anoitecer. Nem é preciso que seja muito mais tarde para que isso aconteça, basta começar a escurecer e as pessoas vão desaparecendo dos passeios.

- A questão das pessoas mais velhas que também não se sentem seguras para sair, quando há pouca gente lá fora. Notemos que os cafés já começaram até a fechar mais cedo. Há poucos jovens em Campo de Ourique e, ainda assim, estes queixam-se de falta de espaços de lazer e de diversão, de falta de locais para sair à noite. Nao há um sítio no Bairro, onde se possa ficar até mais tarde. Será que a juventude de Campo de Ourique se sente alienada?

Mas o contexto do Forum não se limita ao debate público. Tem naturalmente, uma matriz politica. Assim como o Movimento Novas Fronteiras impulsionou decisivamente a vitória do PS nas eleições legislativas, vamos procurar que o Forum Campo de Ourique desempenhe localmente o mesmo papel em relação às Autárquicas :


- A uma vitória histórica do PS na concelhia de Lisboa, com o nosso camarada Manuel Maria Carrilho, e em particular, porque nos toca a todos profundamente,
- A uma vitoria histórica no Bairro de Campo de Ourique ! Uma vitória com maioria absoluta! Uma vitória com a conquista das suas 2 Juntas de Freguesia: Santo Condestável e Santa Isabel.


Esta é a nossa ambição e, acreditem camaradas, está ao nosso alcance !!!

Caros camaradas, a minha presença neste projecto resulta de uma forte motivação para poder ajudar as Pessoas, fruto da minha experiência profissional e académica. Resulta também numa forte motivação para poder ajudar o PS a alcançar novas vitórias e poder contribuir para projectos estruturantes que proporcionem uma melhor condição de vida para todos.

Neste contexto, apresento-me disponivel para o PS e para todos os desafios! Contem comigo para apoiar e participar, ao mais alto nivel, em projectos sérios, credíveis e vencedores. Nao gosto de derrotas!

Caros camaradas, dado que o tema que nos traz aqui hoje tem a ver com Autárquicas, gostava de vos deixar uma mensagem quanto à elaboração das listas para as próximas eleições. É ponto assente que qualquer lista deve resultar de um amplo consenso entre as bases. Mas não contem comigo para alimentar fracturas internas, que só descridibilizam e fragilizam o Partido. Não contem comigo para alimentar pretenções individuais.
O objectivo que nos move a todos, sem excepção, é a vitória do PS.

Contudo, camaradas, não desejamos uma vitória a qualquer preço!

O PS enquanto força viva da sociedade, partido de governo com uma expressiva maioria absoluta, tem hoje, mais que nunca, responsabilidades acrescidas. A sociedade, e em particular os eleitores, acreditam no projecto do PS, na escolha dos mais capazes para cada função, de uma nova cultura de exigência e responsabilidade, na despartidarização do aparelho do estado, e os seus dirigentes têm de se mostrar à altura de enfrentar estes desafios. Porque a nova liderança assim espera e, acima de tudo, porque o País o exige!

Para concluir, no ano em que se comemoram os 100 anos da teoria da Relatividade de Einstein, gostaria de partilhar convosco um pensamento deste grande físico e filósofo :

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".

Que o Forum Campo de Ourique seja o veículo para a abertura de muitas mentes!

Viva Campo de Ourique, Viva o PS, Viva Portugal !!!

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terça-feira, abril 12, 2005  
Cartaz[0.034/2005]
Renovar sem descaracterizar

Ocorre-me hoje a seguinte reflexão: a formação do governo de Sócrates primou pela apresentação de novas caras, pela simbiose entre independentes e socialistas.

Não me cabe, nem tenho saber, para avaliar sobre a qualidade das personalidades que o integram, nem é esse o meu propósito.
A finalidade desta minha intervenção tem a ver com o seguinte: os novos desafios eleitorais que se apresentam a todos os socialistas: eleições autárquicas, presidenciais, referendos.
Concretizando: listas de candidatura às eleições autárquicas. A exemplo do nosso Secretário-Geral e Primeiro-Ministro, é também minha convicção, que as mesmas devem primar, se não por uma total, pelo menos parcial, renovação de caras, cujos perfis assentem, evidentemente, nos princípios e características do nosso PS.

Com efeito, não sou adepta do cliché «ceder o lugar aos novos», como se de repente os «velhos» passassem simplesmente a ser material descartável.
Não se trata disso. De facto, os velhos em idade, com anos de militância e de serviços prestados ao partido merecem todo o meu respeito e reverência e devem constituir a retaguarda atenta de recurso e aconselhamento dos mais novos.
Porque afinal, penso que nós, o povo, mostrámos bem o sentido da nossa aposta que não deve ser entendida como dado adquirido. Continuamos atentos.

A exigência é grande. Razão pela qual, entendo que, mais que continuar no marasmo de listas constituídas pelo "vira o disco e toca o mesmo" se deve apostar, mesmo arriscar, em caras novas com projectos frescos.
Finalmente, viver contém, em si mesmo, um risco. Há que arriscar. Não temos o direito de não corresponder à expectativa, de matar a esperança daqueles todos, não só socialistas, que votaram PS.
Virgínia Vidigal Essenreiter

membro da Assembleia de Freguesia de Santo Condestável
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segunda-feira, abril 11, 2005  
Forum Cidade
[0.033/2005]
Citações (IX)

Em campanha por Lisboa
(...)
Manuel Maria Carrilho, o próximo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, irá debater-se com estas questões. Acredito, pelo que dele conheço e pelo o que dele ouvi na última sexta-feira, que será um impulsionador da Qualidade e da Excelência, características inatingíveis sem uma radical mudança do pensar de muita da nossa classe política. No entanto terá de estar atento à tal gestão da mudança limitando as resistências e os resistentes e impulsionando sistemas de informação e de comunicação abertos por forma a que Lisboa progrida como todos desejamos.
(...)

Assim escreve Luís Tito no Post que hoje publica no
Blog do Forum Cidade.
FCO
11.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


 
Cartaz[0.032/2005]
Estacionamento: está na hora da colaboração

Depois de anos de tolerância zero contra o estacionamento por toda a cidade, em particular em bairros residenciais, está na altura de que o executivo autárquico e a empresa municipal apostem numa política de colaboração com os moradores. A desertificação de tantos bairros do centro da cidade obrigam a que as autoridades encarem esta questão de uma forma mais pragmática e entendam que a autoridade só se afirma quando baseada na justiça. Autuar, bloquear e rebocar são formas reguladoras, de controlo, mas não preventivas. Não resolvem o problema.
Um pouco por toda a cidade têm-se sucedido casos de vandalismo de parquímetros e desobediência ao estacionamento marcial. Equiparar este fenómeno, na sua totalidade, com a marginalidade é não querer aceitar a realidade de uma multidão de utentes que protesta, até de formas ilegais.
Espera-se uma postura de cooperação, mais amiga do utente que tenha em conta as necessidades do comércio, serviços e da legião de moradores flutuantes que não chegam a possuir os dísticos que lhes garantem estacionamento gratuito.
Por onde começar essa cooperação? Uma rápida leitura ao regulamento de estacionamento da zona 024, correspondente às principais artérias de Campo de Ourique, leva-nos a perguntar porque não termina o estacionamento pago, aos Sábados das 9 até às 14 horas. Porquê 14h? Porque não reduzir o período pago durante a semana para das 9h às 19h?
Se nos acusarem de arbitrariedade nestas propostas, então e a fixação dos valores vigentes? Levam em linha de conta as necessidades de moradores? Conhecem a dificuldade de adquirir um cartão de morador para um estudante ou um residente temporário?
Mudem-se políticas, mas principalmente as posturas repressivas e reactivas face às questões da cidade.
Miguel Ângelo Silvestre
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domingo, abril 10, 2005  
Cartaz [0.031/2005]
Afinal havia dono !

Na reunião pública da Junta de Freguesia de Santo Condestável, realizada na passada 6ª feira, o Sr. Presidente já conseguiu informar quem é o proprietário do espaço do Cinema Europa.

Leia o que se passou na reunião no Site do SOS CINEMA EUROPA
FCO
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Cartaz[0.030/2005]
Citações (VIII)
Pressão?

O PCP insiste em pressionar os dirigentes nacionais para uma coligação em Lisboa. Os dirigentes comunistas sabem que a esmagadora maioria dos militantes e autarcas socialistas lisboetas rejeitam uma coligação a qualquer preço ou, pior ainda, ao preço da repartição de vereadores e presidências de Juntas de Freguesia que o PCP se habituou a impôr desde finais dos anos 80.
Mário Lourenço
Leia o artigo no Site do PS/Lisboa
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sábado, abril 09, 2005  
Cartaz[0.029/2005]
A ideologia da forma

Como nos recorda a sabedoria popular a vida é feita de altos e baixos. Há tempos, não tão idos, a esquerda estava em crise. A maioria absoluta dos deputados de direita em São Bento tornava explícita a crise de valores e de identidade da esquerda: afinal, perguntavam os "especialistas" da questão, o que é ser de esquerda? Volvidos três anos, os portugueses conferem ao PS a sua primeira maioria absoluta, e com ela o conjunto de "especialistas" devolve a pergunta anteriormente formulada, desta vez à direita. Mas afinal o que é ser de direita?
O carácter cíclico destas interrogações e destas crises "ideológicas", leva-me a pensar que a pergunta leva algo mais no bico do que uma súbita vontade de suscitar um debate ideológico, em que o propósito seja, afinal, o de procurar reencontrar algo que se perdeu à beira do caminho da governação.
Nem sempre a realidade parece o que é e, neste caso, parece que não é o debate ideológico que realmente se esconde por detrás desta pergunta. Até porque, convenhamos, desse ponto de vista muito separa a esquerda da direita, ou melhor, muito separa ideologicamente o PS do PSD.
Não, o que se esconde por detrás desta questão é apenas e tão só a preocupação de encontrar as razões que conduziram ao afastamento ou alheamento de tantos eleitores, as mesmas que determinam uma derrota eleitoral.
E o curioso, ou não tanto, é que a resposta está na forma.
Na forma como se faz ou como se fez política, na forma como se legislou, na forma como se governou. Houve sentido de Estado, bom senso, integridade, perguntamos, houve tolerância, capacidade de ouvir, de negociar, mas houve também capacidade de decidir, com determinação, coragem e solidariedade?
Curioso, ou não tanto, porque afinal é a ideologia da forma que alimenta e move uma parte cada vez mais significativa do eleitorado: é por ela que milita, é por ela e para ela que vota.
E é nela que o chamado centro se reconcilia, ora à direita, ora à esquerda, um pouco à imagem daqueles que mais do que serem de um determinado clube apreciam um bom jogo.
Para que se mantenha pois à esquerda esse centro, é essencial cuidar da ideologia da forma. A sua defesa, a sua promoção a todos os níveis é essencial. Não só a nível da governação como a nível do partido, cuidando da sua abertura à sociedade civil e às causas que nela eclodem.
A nível do governo o mote foi dado: basta observar o sentido de Estado com que o Primeiro-ministro tem gerido os primeiros dias da governação ou os equilíbrios gerados a nível governativo.
Resta-nos imprimir igual determinação e ritmo no Partido, com o sentido de urgência e exigência que uma maioria absoluta deve convocar, particularmente atentos aos seus efeitos secundários inebriantes e anestesiantes, com os olhos postos nas autárquicas e Presidenciais.
É na ideologia da forma e das causas que se forja a marca PS e através de uma cidadania militante renovada que ela se universaliza e se renova. Uma marca PS forte, com identificação dos valores humanos e solidários que lhe estão associados gerindo-os e comunicando-os com elevação e bom senso, de forma sistematizada e coerente, por forma a obter de todos os portugueses uma percepção clara e consistente do seu significado e valor.
ASC
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sexta-feira, abril 08, 2005  
Cartaz0.028/2005]
Citações (VII)
Lisboa está sem liderança

Nas Assembleias Municipais, desde que Santana regressou, não aparece nem um, nem outro, para prestarem contas, facto que até já começa a causar visíveis incómodos públicos nos vereadores da maioria presentes.
Lisboa precisa de mudar rapidamente. O PS está a preparar-se para, novamente, assumir responsabilidades. Apresentámos o nosso candidato, Manuel Maria Carrilho, um rosto para Lisboa com credibilidade e prestígio nacional e estamos a preparar as nossas propostas para a cidade.
Miguel Coelho
Presidente do PS/Lisboa
Blog do Forum Cidade
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quinta-feira, abril 07, 2005  
Boletim Informativo
[0.027/2005]
Carta da Secção enviada aos Militantes

Camaradas,

A Secção de Campo de Ourique felicita o recém criado blog "Forum Campo de Ourique", fazendo votos para que, a exemplo deste, outros se venham a criar, pois entendemos ser esta uma boa maneira de partilhar opiniões.

Por nosso lado, fica a promessa de que vamos estar atentos a todas as opiniões dos nossos Militantes, expressas desta ou de outras formas, levando-as em linha de conta em todas as decisões da Secção, o que ocorrerá em sede própria e da forma democrática a que vos habituámos.

Lisboa, 1 de Abril de 2005
P/ Secretariado
O Secretário-Coordenador
FLÁVIO FONTE
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Cartaz[0.026/2005]
Os Sem Abrigo: um problema da Cidade

Longe das imagens estereotipadas de vagabundo e de mendigo, os Sem Abrigo representam um núcleo populacional heterogéneo com características que os distinguem de todos os outros pobres.
No fenómeno dos Sem Abrigo, não são as características individuais que os definem. É de facto, ao nível do alojamento, do trabalho e da família que se encontram os traços que evidenciam a complexidade deste fenómeno e alertam para o carácter social do problema.
As cidades continuam a atrair a população das zonas mais desfavorecidas, a qual vê aumentar nela o número de excluídos da sociedade. A falta de um sistema eficaz de segurança social e de suporte familiar, faz com que muitos desses indivíduos, em situações de crise, sejam então obrigados a recorrer a estratégias de vida alternativas e marginais.
De facto, é possível verificar-se que, mais do que qualquer outra expressão de pobreza, a condição de Sem Abrigo é uma realidade multidimensional e cumulativa. Todas as desvantagens convergem num mesmo indivíduo: em ruptura com o meio social, com a família, com a comunidade, com o trabalho, formando-se assim, uma teia complexa, um círculo vicioso difícil de romper.
É facilmente verificável, também, que o fenómeno dos Sem Abrigo não existe isoladamente. Uma discussão sobre este problema envolve outros debates que se detenham sobre as características do sistema político e social; da economia, do mercado de trabalho; das dificuldades de habitação, e, é esta percepção que nos permite focar o problema dos Sem Abrigo, a uma visão social do fenómeno.
Ao sistema social deve caber o problema de apoiar os indivíduos durante essas crises, oferecendo-lhes as possibilidades necessárias e os meios de normalizar ou melhorar a sua situação, em vez de a tornar irreversível.
Trata-se então de uma maneira de verificar qual o modo de funcionamento da economia e da sociedade, de accionar os mecanismos geradores e reprodutores do fenómeno e como este se enraíza no tecido social, e quais as soluções para a sua prevenção e solução.
Confrontados com recursos mínimos, excluídos pela sociedade e frustrados nas suas tentativas de resolver a situação, os Sem Abrigo continuam, no entanto, a viver.
Hugo Filipe Cunha
Sociólogo, independente simpatizante do PS
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quarta-feira, abril 06, 2005  
Cartaz[0.025/2005]
Casa de Almeida Garrett novamente em risco de demolição

O Departamento de Urbanismo da Câmara de Lisboa havia suspendido, em Outubro de 2004, a autorização da demolição integral da casa onde viveu e morreu Almeida Garrett, em Campo de Ourique, na freguesia de Santa Isabel, pedindo ao Departamento de Cultura da edilidade um novo parecer.
Por outro lado, ao IPPAR nunca chegou qualquer pedido de classificação proveniente do executivo municipal ou da Junta de Freguesia de Santa Isabel.
De acordo com "A Capital" de 01 de Abril "a Divisão de Cultura da CML deu parecer negativo à preservação da casa onde viveu o escritor".
O prédio, mandado construir em 1852 na Rua Saraiva de Carvalho nos. 66-68, pelo Visconde João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, viu falecer entre as suas paredes o escritor romântico, Deputado e Ministro dos Negócios Estrangeiros em 9 de Dezembro de 1854.
Vale a pena recordar as palavras do Deputado do Grupo Parlamentar do PS, Dr. Guilherme de Oliveira Martins - presidente do Centro Nacional de Cultura - em requerimento dirigido à ex-Ministra da Cultura, Dra. Maria João Bustorff, em 26-10-2004:
"A Câmara Municipal de Lisboa autorizou a demolição do edifício onde faleceu o grande poeta, dramaturgo, homem da cultura e cidadão exemplar João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett.
A última casa onde viveu Almeida Garrett situa-se na Rua Saraiva de Carvalho nº 66/68 apresentando características românticas, típicas da época em que foi construída, o que a liga especialmente à figura de quem nela viveu e que é, com Alexandre Herculano, o símbolo maior do romantismo português.
A demolição, ao que se supõe suspensa, destruirá irreversivelmente um dos marcos fundamentais da obra romântica."
Segundo o Jornal "Público" de 02 de Abril: «o parecer negativo da Câmara de Lisboa sobre a preservação da casa onde viveu o escritor Almeida Garrett não implica que o imóvel seja demolido, assegurou à Lusa fonte do gabinete da actual ministra da Cultura.
"A ministra é sensível ao valor cultural do edifício e está a acompanhar o caso com atenção", assegurou a mesma fonte, acrescentando que Isabel Pires de Lima "aguarda um parecer técnico do Ippar", cuja direcção terá pedido ao seu conselho consultivo que analisasse a questão na sua próxima reunião, a 21 de Abril.»
Aguardamos o parecer do IPPAR e estamos confiantes na sensibilidade da Ministra da Cultura, Dra. Isabel Pires de Lima, que fez aquilo que, até agora, nem autoridades municipais nem a anterior ministra PSD-CDS haviam feito: o pedido para que a entidade técnica competente se pronunciasse.
Esperamos que, mesmo que não seja viável a criação de uma casa-memória naquele espaço, em homenagem ao vulto literário, se considere importante evitar a demolição integral do edifício, protegendo a sua fachada que, por si só, constituí um marco no património romântico da freguesia de Santa Isabel.
PSC
6.4.05 . - . Página inicial . - . 0 Comentários


terça-feira, abril 05, 2005  
[0.024/2005]
Ambiente Histórico e Poder Local

A crescente valorização do Património histórico-cultural levou a que algumas franjas da sociedade encarem o discurso sobre a preservação e protecção do património como um entrave ao progresso e ao desenvolvimento económico. Como qualquer opinião, merece o nosso respeito, mas tem de ser desmistificada referindo os novos conceitos inerentes à preservação e gestão do nosso legado histórico-cultural. O mais consistente e que deve ser encarado como missão, a partir do qual devemos estabelecer objectivos gerais e específicos, designa-se como "Ambiente Histórico".

Assume-se como um valor acrescentado, não apenas no campo intelectual, mas também no económico, como fonte de conteúdos para uma série de áreas produtivas, onde se destaca o Turismo, na sua vertente nacional/internacional e, na muitas vezes negligenciada, vertente local (cidade, bairro).
A designação "Ambiente Histórico" descreve uma realidade não tangível, mas sentida. Afasta o Património da mera noção de edifício, fachada, composto urbano, aproximando-o do conceito de rede de espaços, de vivências, com tempo e, principalmente, com pessoas. Em primeira instância serão sempre as pessoas que tornam o Património importante.
Posto isto, o que pode o poder autárquico, nomeadamente o seu nível mais reduzido, desenvolver para melhorar o nosso "ambiente histórico" ou a nossa vivência do Património?

As conhecidas contenções orçamentais e o curto espaço de manobra legislativo poderão, à partida, revelar-se um entrave fundamental. A intervenção deve ser centrado no fomento do conhecimento. Aqui entra o papel do poder autárquico local fomentando estudos técnicos, elaborando protocolos com Universidades, com privados e organismos públicos, para a elaboração de inventários e cartas de implantação de património edificado. Os levantamentos ao nível do PDM e as protecções legais são essenciais, mas nem sempre são suficientes como assistimos no caso do Cinema Europa ou da casa de Almeida Garrett.
A detecção antecipada destes fenómenos camuflados na urbe permitem que se actue sem a pressão e a divisão que a emergência sempre provoca. Esses momentos de fracuta afastam privados, autarquias, organismos estatais e populações do objectivo primário de qualquer política do Património: preservação e fruição pública.
Será essa a primeira etapa de um Plano de Preservação Activa para o património edificado, que tem de ser prolongada, numa segunda etapa, actuando junto dos proprietários privados, de imóveis com valor patrimonial, fornecendo uma carta de princípios, para que possam actuar preventivamente na protecção dos seus imóveis, tendo em conta a especificidade que as construções de diferentes períodos requerem. Quando se tratar de património público é necessário assumir o papel de interlocutor privilegiado e abanar posições adversas com a força do trabalho efectuado.
Uma outra realidade emergente em Portugal prende-se com a preservação do nosso património imaterial, não físico, os costumes, as tradições, etc. Em resumo, tudo aquilo que nos distingue e que, ao mesmo tempo, nos une.

O próximo quadro comunitário para a área do Património dará particular destaque a este conceito, abrindo-se assim mais uma janela de oportunidades financeiras para se apresentar trabalho de fundo. Quantos de nós sabem que Bento Jesus Caraça deixou Campo de Ourique de luto, quando do seu falecimento? Ou que Almeida Garrett tinha vivido no bairro? Quantas mais situações semelhantes existirão?
O conhecimento dessa realidade não deve apenas ser encarada numa perspectiva de reposição do Passado, mas numa forma de agregar uma população heterogénea, onde a população exógena, desconhecedora do ambiente onde vive, nem sempre se integra com a endógena. O poder autárquico, ao nível da freguesia, pode e deve ser vigilante, mas principalmente inovador face aos novos desafios com que se depara o nosso Património.
Existe uma consciência colectiva sobre a importância do ambiente histórico em que se insere, o que facilita a implementação de políticas de difusão e educação. Mas estas carecem do trabalho prévio de conhecimento e preservação, que mencionei anteriormente. Caso isso não aconteça, regressamos ao que designamos de desconhecimento útil. Não conhecendo, pode ser que ninguém o destrua, deixando assim esse ónus para o Tempo.
No entanto, as próximas gerações não nos perdoarão essa negligência.
Miguel Ângelo Silvestre
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segunda-feira, abril 04, 2005  
Fernando Pessoa
[0.023/2005]
Problemas de visão

"Não chega, somente, ter "moto-cães", é preciso dar-lhes uso continuado. Nem colocar à disposição dos utentes os célebres "kits" para o dono limpar o que o cãozinho fez na rua. É preciso insistir, talvez mesmo recorrendo aos outdoors, para a sua utilização constante. Deverá ser regra. Não só como um contributo para a higiene pública, mas também como uma atitude de respeito, tanto pelo espaço público como pela restante população."
(...)
Continue a ler o texto de Luís Coelho no Blog do Forum Cidade.
4.4.05 . - . Página inicial . - . 6 Comentários


domingo, abril 03, 2005  
Cartaz[0.022/2005]
Homenagem

Karol Joseph Wojtyla - João Paulo II, 1920-2005, não só desempenhou um papel de suma importância em nome da Igreja Católica, como também demonstrou ao longo da sua vida, desde muito jovem, a coragem, a determinação, a luta, o espírito de paz, da Guerra Fria à agonia das ideologias.
Justamente, incansável, um combatente sem medo, João Paulo II tentou encontrar e recuperar o tempo perdido da Humanidade em nome de uma causa nobre: a Paz.
Fica aqui registada, nestas linhas, uma pequena homenagem ao grande Homem que Karol Joseph Wojtyla - João Paulo II, simbolizará na intemporalidade.

FCO
3.4.05 . - . Página inicial . - . 0 Comentários


sábado, abril 02, 2005  
Cartaz[0.021/2005]
Citações (VI)

Aprofundar a Cidadania Interna : Dinamizar o Partido

Sendo as Freguesias, no actual cenário, o único centro do poder socialista em Lisboa, devem as secções do PS, os seus militantes e eleitos autárquicos, assumir um papel fulcral na afirmação do partido face à sociedade.
Ora uma vez que a sociedade evoluiu e evolui todos os dias, a aproximação à sociedade depende da modernização do Partido e este, por seu turno, moderniza-se pela acção das secções em articulação com a Concelhia - daí que um dos principais objectivos para este mandato seja o aprofundamento da cidadania interna e da dinamização e inserção do Partido na sociedade lisboeta. Objectivo que será instrumental da implementação de uma linha de rumo que nos leve à vitória nas eleições autárquicas de Setembro de 2005.
Plano de Actividades da Concelhia de Lisboa
Site do PS/Lisboa
2.4.05 . - . Página inicial . - . 0 Comentários


sexta-feira, abril 01, 2005  

[0.020/2005]
Café Canas reabriu: um património urbano a preservar !

Aproveito este meu primeiro texto, após os festejos da Páscoa, para informar todos os visitantes do Forum Campo de Ourique que, na sequência do incêndio noticiado no Café Canas (R. Saraiva de Carvalho), este histórico estabelecimento do Bairro já reabriu.

Na passada 2ª feira, 28 de Março, foi possível almoçar por lá, apesar de algumas limitações, devido à cozinha não estar ainda a funcionar em pleno!
Aos empreendedores proprietários do Canas desejamos sorte e que não deixem cair um dos marcos da vida social e hábitos do Bairro: o de frequentar cafés e o de estar nas praças e no jardim. Este é um património humano que importa conservar, devendo as autarquias não só preservar o património por motivos arquitectónicos e estéticos mas, também, por motivos funcionais, históricos e culturais.
A "vida de café" é um património social, cultural e intelectual do Bairro de Campo de Ourique. Os encontros, as tertúlias, as discussões acaloradas ou os discretos namoros fazem parte de uma dimensão humana onde os cafés são uma peça central.
Os mais velhos recordam o Café Latino (e o sucessor Gigante, já desaparecido na R. Ferreira Borges) - que, tal como a Confeitaria A Tentadora (R. Ferreira Borges), reunia judeus refugiados em Lisboa durante a 2ª guerra mundial.

Ou a cave do Café Ruacaná (R. Almeida e Sousa) ponto de encontro antifascista, em especial na campanha presidencial do General Humberto Delgado em 1958.
Faziam e, fazem, as delícias de muitos, confeitarias como a Tentadora, a Aloma, a Ertillas ou o Áz de Comer, entre outras.
Mas, ainda hoje, a juventude se reúne após os deveres escolares no Canas, no novo Il Café di Roma, na Tentadora ou no Ruacaná, não obstante a atracção das novas centralidades urbanas como os Centros Comerciais.
Além de património humano estamos perante hábitos sociais saudáveis, cuja existência às vezes parece condenada mas que, rápidamente, como a Fénix, renascem das cinzas!
Existam, para isso, condições: segurança e estacionamento.

PSC
1.4.05 . - . Página inicial . - . 1 Comentários


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